domingo, 5 de setembro de 2010

O lar de Lara



Querer escrever. Querer cantar
Ter uma multidão para se expressar.

Colocar para fora o mundo efervescente que há. Dentro de mim...
Olhar de longe. Olhar para dentro.
Caminhar sem rumo, viver de amor e alegria.

Quero os amigos como árvores do meu dia a dia.
Quero o vento como companheiro.
A lua namorada.
O sol minha estrada.
Natureza minha mãe.

O mundo me criou solto. Não aprendi ser diferente.
Ganhei um recanto. Um lugar para ir.
Um pensar, quando a falta de companhia incomodar.
Ela tem olhos azúis e o nome de lar.
Um colo quente acolhedor, quando quero meus cabelos descansar.

É o único A que amo e sempre presente estará.
Em minhas fazes
Concretas e virtuais, que irei vivenciar.

Eu queria o Céu. Mas veio o lar.
O lar de Lara para me salvar.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quem sou eu?



Vivo em busca disso.
Saber quem sou.
Sou um menino.
Sou um Homem.
Sou uma criança na roda gigante.

Sou um pássaro em liberdade que adora dizer:
- Eu amo minha cidade!

Mas nem tudo são flores
Há dias de tempestades.
Em uma delas, chamada de, Familiar, nasce,
Eu!

No frio aprendi a desfrutar o calor.
No calor, vi que também é importante ser frio.

Mas... Voltando à pergunta.
Quem sou eu?
Quem sou eu!!?

Sou um satélite à capitar todos detalhes
Uma mão na orelha. Um franzir da testa.
Uma cara feia. Talvez indigesta.
Um piercing no umbigo.
Um cheiro de flor... Um abraço amigo
Um disco voador.

Observando me criei.
Sentado no banco da praça, sem ainda conseguir tocar os pés no chão,
Não parei de olhar.
O por favor, com licença, pois não,
Muito obrigado, não há de quê;
Agradecido continuo à andar.

Dizem que nós escolhemos nosso próprio caminho.
Se for assim... Escolho o do bem
O do amor
E seja lá com quem for
Quero ir sorrindo
Dando gargalhadas, contando piadas, com muita alegria
Pois, eu sou assim.

Já me falaram da dor.
Quando à senti,
Vi que haviam trocado o nome.
Não se chama dor
E sim, Educação.
Com ela aprendemos a etiqueta da vida.
Valorizar o simples,
Viver em comunidade, e
Amar nossos irmãos.

Mas quem sou eu?

Sou um espelho para você.
Quando olhas para mim,
Ver-te seu interior.
Alguns gostam
Outros, nem tanto.
Mas eu sou assim.
Sou você
Você sou eu
Você está em mim
E eu estou em você.

É aí que quero chegar!

Somos todos iguais
Viemos da mesma fonte
Virtude, defeito, tristeza, alegria
Beleza, feiúra, medo, coragem
Preguiça, boa vontade,
Todos temos um pouco
Seja lá exterior
Ou interior.
Se amar-te a ti
Estarás amando todos.

Mas quem sou eu?

Olhe no espelho.

De onde eu vim?



De onde eu vim?
Alguém sabe?
A pancada foi grande, não lembro de nada.
Fui jorrado no mundo sem direito à escolha.
Produzido na madrugada,
Nasci com o sol.
Já pararam para pensar quantos seres nascem com o sol?
É...
No dia dezenove de janeiro de mil novecentos e oitenta e cinco foi o meu dia. (sorriso)

Eu vim da Luz
Da presença Divina
Do momento sublime onde uma mulher pari seu filho.

Passei por terras, céu e mares.

Eu vim da casa que me acolheu.
Eu vim da família que me adotou.
Eu vim da sombra do coqueiro
Descendo de pés descalços,
Eu vim do morro.

Hoje estou aqui.
Amanhã,
De outro lugar,
Virei daqui.

terça-feira, 16 de março de 2010

Nova Fase


Pássaro, jovem voou livre por cantos à colecionar estórias.
Pousa agora para realizar outros sonhos; uma família, um ninho.
Vive a entrada da mais nova fase.
Com a vida cheia de novidades, às vezes aventura, às vezes emoção.
Aquele que, mesmo com medo, vive com as duas mãos.
Às vezes cai de joelhos, chora... chora consigo.
Admira o anormal, o diferente.
Filho de Oxóssi com Iemanjá.
Um tempo no mato, um tempo na mar.
Nasceu numa tempestade familiar.
Gosta de biografias.
Cresceu aprendendo com a vida dos em volta. Amparado por anjos corrompidos. Os verdadeiros.
Os verdadeiros alimentos
Os verdadeiros sorrisos
Os verdadeiros amigos
Os verdadeiros sentimentos.
Coração viciante.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Atitudes Entendidas no Tempo



Meus pensamentos vêm desordenados em forma de escritas. Na maioria das vezes, não quero escreve-los para não precisar enxergar a normal bagunça, e nessa, me pressionar à ser mais organizado. Minhas palavras e atitudes declaram meus desejos que eu mesmo, consciente não sabia. Fujo de me expor para mim mesmo.
Somos o que queremos ser. Temos o que queremos ter.
O que vemos, sentimos, enxergamos, tocamos, cheiramos, saboreamos, escutamos e explicamos não é nem 40% do verdadeiro mundo que há. Criamos coisas que só lá na frente conseguiremos entender a criação.
Procurarei olhar mais no espelho. Procurarei escrever mais.
Precisamos somar um mundo novo todos os dias. Incline o ângulo um pouco. Verás um mundo jamais visto. Um mundo novo, encantador.
Vamos nos surpreender todos os dias.
Como?
Surpreendendo outras pessoas, você se surpreende.
É simples. Você já ouviu falar, e vou repetir. Faça com o outro aquilo que queres que faça consigo.
Troquemos palavras escritas e faladas. Segure meu espelho. Segurarei o seu.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Prela


Penso em você. De dia, de noite, penso em você.
Acredito em algum dia poder lhe ver e fazer tudo aquilo que deixei, por imaturidade, não realizei. Quero te abraçar. Quero ousadia e personalidade. Gosto de você no pior estado. Recuse dizer quando vai acontecer. Quero que pegue direto, sem me informar. Isso me deixa iluminado. Quero mal dizer, de você, para você. Você merece eu, e o pior. Céu e o inferno. Sempre na evolução. Rasga. Rasga onde acredita que guardo o amor.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Apaixonite



Viemos do mesmo lugar
Mas onde vamos chegar?
A vitória não é completar
E sim, o caminhar
Ando corro brinco percorro
Às vezes me canso
Então paro para nada fazer
Se visse iria me dar razão
Vivi um sonho real
E fiquei cego
com tanta luz de uma paixão
Decepção?
Não
Foi mais uma ponte
para chegar à mais uma poesia
"Quem canta seus males espanta."
E quem não sabe cantar?
Dança pra não dançar...

domingo, 1 de novembro de 2009

Bem Vindas as coisas que ainda Virão

"Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas

O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma"
(Zélia Duncan)

Vivo valorizo o tempo
Sou meu amigo de infância
Quero meu bem querer bem de mim
Quero sensações de prazer sorrir
Aberto ao novo, livre de conceitos, vou seguindo leve
Cada vez mais flutuante e cristalino
Gosto da nova idade
Gosto de novidade.

Na onda mais sensível consigo tocar o vento
Trocamos carícias de amor
Eu, o vento e eu
Do amanhã não sei
Então, vou viver
Não quero me arrepender
Quero passar vivido
O tempo ta aí, piscou...
Passou.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Minha cidade é uma viagem. Minha viagem é na minha cidade.


Viajo por minha cidade. Uma viagem em casa. Uma cidade onde um mendigo bêbado ensina inglês para o outro. E o outro diz que não quer aprender alemão. O homem trabalhador sai do boteco dançando. Vejo um mundo de arte. Teatro, cinema, poesia, poema. Meus amigos são artistas, meus amigos dançam samba, forró e vão à praia de ipanema. Cidade de boas palavras e belas pessoas. Me encanta voltar para ela depois de um ano longe dos seus braços. Calor nos corpos que pedem para se despir. E podem, esses aqui podem. Ando com brilho no olhar e sorriso estampado. Agradecido, por ser eu, um carioca. Ao som de João, João Gilberto.